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Cava versus Champanhe

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 TAGS:Pediram a minha opinião sobre a competição entre Cava e Champanhe e a verdade é que não é um tema fácil de opinar.Por um lado porque vai mais além de um debate sobre gostos, já que há um fundo de política na questão e por outro, porque existe cava e champanhe para todos os gostos, de forma que se torna difícil generalizar.

Digamos que, particularmente, não sou de cava ou champanhe, como não sou de brancos ou tintos. Depende da ocasião, da vontade e do dinheiro...

Tanto o Cava como o Champanhe são elaborados seguindo o método Champenoise ou tradicional, ainda que existam caves, de ambos, que utilizem outros métodos.

Em principio, o cava parece ser a melhor opção para o dia-a-dia (a não ser que o teu dia-a-dia inclua comer ostras e caviar). Existe uma grande quantidade de cava de 3 a 6?, com uma qualidade mais do que razoável para acompanhar uma refeição na qual nos apeteça um espumante. E não me refiro aos cavas das grandes caves que todos temos como referência, mas sim a algo como o Xamfrà Brut 2005, um Brut bastante aceitável.

É no seguinte nível de preços que os cavas marcam realmente a diferença. Entre 6 e 15? existem cavas para todos os gostos e de uma qualidade bastante elevada. Neste caso as grandes caves oferecem grandes produtos, como o Anna de Codorniu Brut ou o Sumarroca Cuvée Gran Reserva Brut Nature. Também brilham as caves mais pequenas, com cavas como o Fuchs de Vidal Unic Reserva, excecional.

O dilema surge a partir dos 20?, onde realmente o Champanhe entra em competição. Restam alguns cavas que não saem a perder na comparação, como o Recaredo Turó d'en Mota 2000 ou o Kripta 2006, mas a verdade é que a quantidade e qualidade dos champanhes franceses fazem sombra e apagam qualquer outro espumante.

Em Espanha ainda se pode estabelecer uma comparação, mas nos mercados internacionais mais abertos é difícil que os cavas desta gama de preços tenham lugar em algo mais, que não seja dar um pouco de cor numa apresentação de vinhos.

De qualquer forma, não quer dizer que os cavas de alta gama não tenham muito sentido: trata-se de uma questão de gostos. Os cavas espanhóis são como um Ribera, um Bierzo, um Toro ou um Priorat, mais potente em boca, mais fortes de paladar e com maior presença de aromas. E não estamos precisamente a falar de denominações com pouco êxito. Ao contrário, os champanhes franceses são como o seu Bordeaux, vinhos muito subtis, com matizes do terroir e minúsculos pormenores que lhe conferem a elegância.

Este é um ponto a favor do cava. Aos olhos de muitos espanhóis e portugueses, habituados à cozinha da mãe que inundava a casa de aromas e sabores, a subtileza do champanhe por vezes escapa-se-nos e necessitamos um período de adaptação para desfrutar realmente o espumante francês. E nem sempre queremos adaptar o nosso olfato, mas simplesmente saborear um copo de um bom cava.

Aqueles que já trabalharam o olfato, os conhecedores, os que estão habituados, esses a quem ?invejo? profundamente porque conheceram e provaram muito e bom, esses acabam por optar pelo Champanhe. Bom, nem tudo na vida é Ferrari, aliás Red Bull é líder... 

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