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Degustar ou provar um vinho

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 TAGS:Degustar ou provar? Na verdade ambos são sinónimos, ainda que talvez o primeiro tenha melhor aceitação entre aqueles que se sentiram atraídos por uma garrafa de vinho, que sentiram o prazer de degustar um bom vinho e pretendem que a experiência se repita, sem que por isso sejam convertidos em peritos, ou em críticos da famosa bebida. É habitual associar o termoprovar aos peritos da degustação de vinho, ainda que não necessariamente deva ser tomado dessa forma.

Hugh Johnson, um perito do mundo do vinho, dizia num dos seus livros:

?Muito vinho de boa qualidade, inclusive grande vinho, é desperdiçado. Flui sobre línguas e através de gargantas não sincronizadas com ele, não recetivas ao que ele lhes pode oferecer. Pessoas preocupadas ou absorvidas numa conversa, que acabam de ingerir uma bebida alcoólica forte que entorpeceu o sentido do gosto, ou que comeram uma salada com vinagre que impôs o seu sabor, ou ainda que, simplesmente, ignoram em que reside a diferença entre um vinho comum e um grande vinho. Nada do que possa fazer um vinicultor, exclui a necessidade de um bebedor sensível ou interessado?.

A degustação é a capacidade de transformar um ato comum e quotidiano, em outro que seja mais reflexivo, com maior atenção no que se está a fazer. Quando se prova ou degusta um vinho, tentamos decifrar os seus segredos, obter num gole a maior informação possível sobre o produto. Os peritos chamam-lhe características organolépticas, entre nós referem-se ao aroma, a cor, os sabores ocultos do vinho.

Quando visitamos uma cave, possivelmente nos convidem à sala de degustação e é provável que a escassa decoração nos chame a atenção. A falta de adornos ou elementos com capacidade para desviar a atenção, tem uma simples razão: Todos os sentidos devem estar subjugados ao vinho a degustar. Inclusive os provadores profissionais, geralmente enólogos, devem concentrar-se ao máximo e é por eles que estas salas têm habitualmente mobiliário e decoração austeros. Segundo os peritos, na degustação ou prova de vinho apresentam-se diversos fatores: o estímulo, a sensação e a perceção. Primeiro, obviamente, está o vinho a degustar, a sensação é um fenómeno subjetivo, que depende da estimulação dos sentidos e por último, temos a perceção que interpreta as sensações.

É justamente este último fator, a perceção, que requer aprendizagem, de modo a conseguir a sua independência em relação a experiências anteriores, para que seja objetiva. É importante ter presente que a classificação de um vinho como ?saboroso? dependerá de apreciações pessoais, no entanto, quando se fala de um vinho seco ou adstringente, faz-se referência a um adjetivo mais objetivo, já que são conceitos que se podem partilhar.

 

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