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Liebfraumilch, um vinho branco alemão

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 TAGS:Na sua longa espera pelo amadurecimento, assediados pelas ameaças de geadas e frios intensos, os viticultores germanos esculpem as suas vinhas em colinas ou sopés empinados das principais regiões de Mosel-Saar-Ruwer, Nahe, RheingauRheinhessen, Pfalz e Baden. Aí aguardam com paciência que os rios Mosel e Rhein, entre outros e juntamente com a corrente do Golfo, temperem o ar. E no melhor dos casos, esperam brindar pela humidade necessária para que as uvas desenvolvam um fungo chamado Botrytis Noble, que consome a água da vide e concentra simultaneamente açúcar e acidez.

Há quem diga que graças ao aquecimento global, a Alemanha está a ficar mais quente e como consequência, produz mais e melhor vinho. Leves, baixas em graduação alcoólica e um tanto doces, estas etiquetas aumentam a popularidade entre os consumidores.

Segundo as estatísticas da Organização Internacional da Vinha e do Vinho -OIV- em 2008, a Alemanha foi o quinto país consumidor de vinhos, com 20, 7 milhões de hectolitros de vinho por ano e com uma tendência crescente.

Os primeiros lugares desta lista foram ocupados pela França, EUA e Itália. No mesmo ano, o país obteve o nono lugar entre os 12 produtores principais desta bebida.

Apesar da sua afamada reputação entre os peritos nos mercados internacionais, a Alemanha esteve sempre associada à elaboração de vinhos brancos, sem demasiada personalidade, baratos e doces, sendo esta última característica tomada com conotação pejorativa, são os denominados Liebfraumilch.

O Liebfraumilch, cujo significado é ?leite de mulher amada? ou ?leite da Virgem Maria?, é um vinho com pelo menos 18g de açúcar por litro e a sua qualidade é QbA. No geral, as uvas utilizadas não são identificadas, o que aparece na etiqueta é uma das quatro regiões nas quais é produzido: Rheinhessen, Pfalz, Rheingau ou Nahe, considerando-se as as duas primeiras como sendo as principais. Ao ser classificado como QbA (QmpQualitätswein bestimmter Anbaugebiete) fornece a indicação de que se trata de um vinho de mesa, ao qual foi adicionado açúcar no mosto.

Esta etiqueta, apresentada na típica garrafa flauta azul, gerada em grande volume, sem cuidados especiais do vinhedo ou da vinificação, foi, durante anos, a bandeira de exportação do país. No entanto, os alemães conseguiram libertar-se do estigma, não só em relação ao seu principal importador, o Reino Unido, como também com os EUA e os escandinavos, que hoje em dia consideram que na Alemanha são elaborados os melhores vinhos brancos do mundo.

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