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Nota de Prova

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 TAGS:Provei um vinho e quero comenta-lo de uma forma mais ou menos académica. Como o faço?

Nós, os Uviners, gostamos de todas as opiniões no geral mas especialmente daquelas em que nos descreves com que acompanhaste o vinho, ou se decidiste comprar o vinho através da Uvinum e te pareceu barato, ou se a tua namorad@ gostou mais do que tu, porque queremos que nos contes a tua história...no entanto, se alguma vez encontras disposição para escrever algo mais formal, aqui ficam algumas sugestões:

É bom ter à mão um copo do vinho sobre o qual pretendes escrever: as notas de prova escrevem-se melhor no momento da prova. Por isso, primeiro, comprar vinho!

Partimos do princípio, que para escrever uma nota de prova, deves ter noções prévias sobre como provar um vinho. Se não é o caso, este artigo não te ensinará como fazê-lo: apenas te ajuda a organizar as tuas sensações no papel.

Começa por separar as impressões por sentidos: Visão, audição, olfato e paladar-tacto (para recordar a ordem, enumera-os de cima para baixo: olhos, ouvidos, nariz e boca, na boca notarás o paladar e o tacto simultaneamente).

  • Visão: Descreve o vinho, se é transparente, opaco ou turvo. Como é a lágrima (pernas) do vinho? Muito densa, como lodo, azeite ou vinagre? Quais são as suas cores (principal e borda, tonalidades ou nuances). Se se trata de um espumante, qual é a persistência e o tamanho da bolha.

  • Audição: Este ponto é apenas para os espumantes. Pensa se a bolha soa como a coca-cola, ou se é tão ténue que mal a ouves ainda que a vejas.

  • Olfato: Podes descrever as tuas primeiras sensações, sem fazer girar o copo e depois tudo o que fores notando, incluindo os odores, várias horas após a garrafa ter sido aberta. Perdeu aromas? Apareceram outros novos? Lembra-te dos odores que recebeste via retronasal. Modificou-se algo, intensificaram-se?

  • Paladar-tacto: Podes começar pelo tacto porque talvez seja o mais simples: O vinho era quente? As bolhinhas do Cava incomodavam? Denso? Aponta tudo! Agora revela-nos o seu sabor começando pelos sabores primários: doce, salgado, ácido e amargo. Qual foi o que notaste primeiro? Qual é o gosto do final? Era compensado (equilibrado)? Dedica um momento a analisar a adstringência. Sentiste a língua como papel de lixa ou foi mais suave? Por último, tenta recordar o vinho enquanto analisas o travo. Desaparece rapidamente? É longo? Recorda-te um aroma concreto?

Neste momento já terás apontamentos suficientes para escrever a tua nota de prova, de uma forma suficientemente correta.

As frases já podem ser alinhavadas, o que também te servirá para corrigir e fazer uma revisão das tuas notas. Vais descobrir que, à medida que as revês surgem mais qualidades, o que é natural, uma vez que ao ter uma ideia geral do vinho tudo parece ganhar mais sentido. Se não queres corrigir, ou pretendes manter as duas versões, podes dividir as tuas impressões em momentos: como o princípio ou primeiro contacto e uma continuação, ou seja, um desenvolvimento posterior das sensações.

Lembra-te também que é igualmente importante assinalar, o facto de que um determinado vinho te provoque sempre a mesma impressão. Podes referir que o vinho ?se reafirma na sua perceção?, ou descrever a ?persistência dos aromas?.

Ou seja, depois disto já tens a tua nota pronta para enviar a qualquer Academia de Vinho. E não te esqueças de a partilhar na Uvinum...

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