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O apelido dos vinhos

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 TAGS:Dizer que um vinho possui Terpenos, Metoxipirazinas, Norisoprenóides ou Tióis voláteis no mosto, e apenas mencionando alguns deles, é falar chinês com o consumidor. No entanto, se lhe dissessem que a garrafa de vinho que acabou de comprar, contem uvas, que durante a sua vinificação libertaram aromas florais (Terpenos) e que tem um intenso cheiro a pimenta (Metoxipirazinas) talvez relacionasse estas referências com um Cabernet Sauvignon.

Por outro lado, se o informassem de que o seu vinho contém sabores de frutas exóticas, rosas e inclusive puré de maçã (Norisoprenóides) talvez pudesse arriscar a dizer que vai tomar um Chardonnay. Se o consumidor distingue notas de goiaba e casca de cítricos (Tióis voláteis no mosto) identificaria que o líquido que bebe corresponde a um Sauvignon Blanc.

O cheiro, o sabor e o aroma de um vinho dependem portanto da sua composição química, e o predomínio de uma ou outra substância em cada bebida, vai determinar o seu caráter. Por esta razão, saber que uvas se encontram no vinho que compramos é essencial para poder identificar qual é a variedade de que mais gostamos. Mais além de que o processo de elaboração de um vinho seja quase sempre o mesmo, o caráter peculiar da uva corresponde ao seu terroir (solo, clima, insolação, cuidados da vinha) que, em cada região apresenta diferentes nuances e resulta portanto em diferentes néctares.

De um modo geral, os vinhos brancos desprendem aromas cítricos de limão, laranja ou toranja, e de frutas como o damasco, melão ou groselha. Por outro lado, as variedades tintas são caracterizadas pela sua carga de antocianinas, a substância responsável pela coloração do vinho, que se desprende quando a polpa vermelha entra em contacto com a pele; e pela presença dos taninos, compostos polifenólicos associados à adstringência e ao amargo do vinho, que prolongam a sua vida e oferecem, entre outras coisas, antioxidantes ao consumidor. Estes últimos evocam frutos vermelhos como a cereja, framboesa, morango ou amora. Ambas as vinificações podem ainda oferecer aromas minerais, de especiarias, de erva e outros, que são habituais na fermentação, como o pão ou a levedura.

O vinho não é apenas uva, os seus aromas e sabores constroem-se através dos processos químicos aos quais é submetido, como a fermentação (transformação do açúcar presente na uva em álcool), e a fermentação maloláctica, se a houver, (transformação do ácido málico, normalmente associado à maçã verde, para o converter em ácido láctico) e o envelhecimento (estágio em barris de carvalho ou em garrafa). Não obstante, existem alguns fatores comuns que se expressam em cada casta e que permanecem no produto final, na garrafa.

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Quinta do Portal Tinto Reserva 2008

 

 

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Vinha da Defesa Tinto 2010

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