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O Tejo vinícola - entre Lisboa e Ribatejo

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Foto: André Luís - Flickr TAGS:undefined

O Distrito de Lisboa, constitui uma zona histórica de vinhos no panorama nacional, mas como a História é feita pelo tempo, já muito mudou desde a época em que se produziam os vinhos brancos de Bucelas (região demarcada desde 1911 e hoje em dia também DOC) que abasteceram regularmente a corte inglesa.

Também o Ribatejo é famoso pelo actual abastecimento do mercado interno, tal como em outra época o fez com as colónias africanas, a sua generosa produção vinícola, é devida à extensão plana dos terrenos e o clima ameno.

A fertilidade dos solos é bastante diferenciada e fortemente influenciada pela presença do Rio Tejo, enquanto que a zona de aluviões (Lezíria) junto ao rio (muitas vezes alagada nos Invernos mais duros) é bastante fértil, os terrenos mais interiores, sobretudo na margem direita do rio, a Norte, são pobres e argilosos (Bairro). Da margem esquerda até ao Alentejo, zona de montado (Charneca) podem encontrar-se vinhedos plantados junto a cereais nas melhores áreas.

Desde os anos 80, as vinhas ribatejanas sofreram restruturações, assim como as adegas, agora com cubas de inox, a substituir os tonéis e depósitos de cimento, sistemas de refrigeração e uso de barris de carvalho no envelhecimento.

A própria legislação de produção de vinhos regionais não é severa, permite inclusive, a utilização de castas não admitidas na Denominação de Origem o que deixa um amplo espaço experimental aos produtores e como consequência, maior facilidade para criar novos vinhos.

As castas tradicionais tintas do Ribatejo são a Períquita (Castelão Francês), Trincadeira Preta e Castelão Nacional. As castas brancas são encabeçadas pela Fernão Pires, acompanhada pela Trincadeira das Pratas, Arinto e Rabo-de-Ovelha. A restruturação dos vinhedos permitiu a introdução de castas internacionais como a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Merlot e Syrah que superaram enormemente as expectativas sobre estes vinhos novos.

De modo geral, as zonas que compõem o Ribatejo: Cartacho, Santarém, Almeirim, Tomar, Chamusca e Coruche, produzem um vinho de elevado teor alcoólico devido ao aquecimento das uvas pela reflexão do sol nas areias brancas. Os brancos são frutados e de aromas florais, os tintos possuem taninos suaves e são aromáticos.

Foto: Pedro Ribeiro Simões - Flickr TAGS:undefined

E sobre os tintos, quem já provou os encorpados de Colares (Lisboa), onde se encontram as vinhas velhas mais antigas do país, sabe que se encontra perante uma pérola de produção limitada. Depois de várias décadas no esquecimento, actualmente a Adega cooperativa de Colares reuniu esforços e dinamizou a produção. São vinhos de 4 anos de estágio obrigatório, de cor aberta e com cerca de 12,5% de teor alcoólico. As castas principais são a Ramisco, nos tintos, e a Malvasia, nos brancos.

Os vinhos de Carcavelos, a mais pequena zona vinícola portuguesa, são licorosos, com excelente envelhecimento, de cor topázio e com aroma de amêndoas. Apesar das castas brancas continuarem a ser as tradicionais; arinto, galego dourado e bual, as condições climáticas e edafológicas sofreram grandes modificações, o que inevitavelmente significa um vinho diferente mas também um maravilhoso aperitivo (fresco!!) ou digestivo temperado por ventos marinhos.

Na Arruda dos Vinhos (“Rota dos Vinhos”), são produzidos alguns dos melhores vinhos desta região, e mantêm a sua qualidade há mais de 50 anos. São várias as castas utilizadas nesta zona, com predominância de Camarate, Periquita, Preto Martinho e Tinta Miúda nos tintos e Seara Nova e Rabo de Ovelha nos brancos. Os vinhos tintos são robustos, de cor vermelho granada e os brancos são leves, de cor palha ou citrina.

Em Alenquer, zona de extensas vinhas e abundantes Adegas Cooperativas e Quintas produtoras produzem-se vinhos de qualidade proporcional. Os tintos, de casta Touriga Nacional, possuem elevado teor de álcool, são equilibrados e brilhantes quando jovens e com bouquet complexo, os de estágio. Os brancos, produzidos com a casta Arinto, são aromáticos e de sabor persistente. Além das castas tradicionais portuguesas, a zona de Alenquer também cultiva Cabernet Sauvignon e Syrah com excelentes resultados.

No Distrito de Lisboa, além da Arruda e de Alenquer, encontra-se as zonas de Torres Vedras, Óbidos e Lourinhã, em comum têm a modernização das vinhas nos últimos anos. Os vinhos frutados e aromáticos de Torres Vedras e as aguardentes envelhecidas da Lourinhã, enriquecem a variedade da zona, em que a cereja do bolo é a ginjinha de Óbidos, ali mesmo ao lado, no Distrito de Leiria, um licor perfumado, vermelho bordeaux, com algumas variações aromatizadas com baunilha ou canela.

Por último, a Norte do Distrito, a zona de Encostas de Aire, onde também se procedeu a uma renovação, incluiu-se a plantação das castas tintas Baga e Castelão (Periquita).

Em relação aos brancos, existe uma grande variedade, onde constam espécies internacionais como a Chardonnay e a Cabernet Sauvignon, assim como as tradicionais Malvasia e Trincadeira. Os tintos são leves e os brancos de aroma e sabor frutado.

E dada a dificuldade de escolha : ) hoje as nossas recomendações são várias.

Do distrito de Lisboa:

 TAGS:Antonio Lopes Reserva - Lisboa 2010Antonio Lopes Reserva - Lisboa 2010

Antonio Lopes Reserva - Lisboa 2010 é um vinho tinto da D.O. Lisboa está elaborado com uvas de 2010 e 12.5º de álcool en volume.

 

 

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Paulo Laureano Bucelas Bruto 2007 é um Bucelas das adegas Paulo Laureano Vinus a base de uvas de 2007 e tem um volume de álcool de 12.5º.

 

Sobre recomendações ribatejanas, deixámos um vinho branco e um vinho tinto, o primeiro produzido com a tradicional Fernão Pires aliada à Sauvignon Blanc, o segundo nascido do casamento entre Touriga Nacional e Syrah.

 

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Enoport Vinhas Altas Regional Teja Red 2011 é um vinhos tinto da D.O. Ribatejo da safra 2011. 

 

 

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Falua Duas Castas Tinto 2012 é  é recomendado como um companheiro universal de pan-frito.

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