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A origem do vinho

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Existem 2 mitos sobre as origens da fermentação. O primeiro é que a cerveja foi ?inventada?, ou mais exatamente descoberta, por acaso. O segundo, que o vinho também foi um acidente. É muito pouco provável que, dado o elegantemente simples, e paralelamente tão complicado, que é o processo de elaboração da cerveja, esta não seja mais do que um acaso.
Com o vinho acontece o mesmo, ainda que é provável que os nossos antepassados tenham observado como os sumos de fruta mudavam quando se decompunham, ou apodreciam, em determinadas condições.

O porquê de ser pouco provável que o descobrimento do vinho fosse um acidente, deve-se ao descobrimento das sementes de uva, ou grainhas, que se encontram abundantemente na parte inferior da Geórgia ? da Rússia. As grainhas foram datadas através do carbono e estima-se que possuam cerca de 7.000 anos de antiguidade. O que faz com que estas grainhas sejam excecionais não é apenas a sua abundância, mas também a sua forma. As grainhas que se reuniram para cultivar diferem das grainhas silvestres na forma e na informação genética.

Todas as uvas contemporâneas cultivadas são hermafroditas, ou possuem as características de ambos os sexos. Isto é devido a que os nossos antepassados da Idade da Pedra tardia, colheram apenas videiras femininas.
As vides da uva, quando crescem livremente, possuem machos e fêmeas. As fêmeas carregam a fruta, enquanto que os machos polinizam. Quando o homem primitivo apareceu em cena, salvou as plantas femininas e reduziu os machos. Com o correr do tempo, apenas as vinhas hermafroditas foram capazes de sobreviver. Uma das sobreviventes das experiências efetuadas com o vinho pelo homem primitivo, chama-se Vitis vinifera, que é a espécie da qual surgiram as uvas de vinho. As pessoas destas primeiras épocas, estiveram suficientemente atentas como para destacar este tipo de uva pelo seu alto conteúdo de açúcar. Sem açúcar não há vinho.

Porque é que a fermentação não foi um acidente? Isto encontra-se aberto a discussão, mas, o vinho, tal como a cerveja, não poderiam ter existido se não tivessem coincidido determinadas condições. Juntamente com o açúcar, é necessário que exista levedura, e a das uvas que os primeiros homens reuniram, aparentemente ao acaso, nos seus diversos tipos, devem ter sido leveduras de origem natural. Hoje, sabemos que algumas destas leveduras de origem natural não são muito boas para o vinho e apenas, como muito, podem chegar à fermentação. Porém, provavelmente tenham feito o trabalho suficiente como para conseguir que o homem primitivo tivesse chegado onde devia, o que, de acordo com as primeiras escritas sobre vinho, foi o lugar dos deuses.

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