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Terras de vinho: Douro e Porto

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Tão antiga como rica em micro-climas e variedade de castas, a Região Demarcada do Douro assenta maioritariamente em terras de xisto, um território de beleza impressionante que se estende por socalcos seculares que acompanham o percurso do Rio Douro.

Para além de Património Mundial e berço do vinho do Porto, esta região produtora de excelentes vinhos de mesa brancos, tintos, espumantes e moscatel, já marcou um dia para festejar a sua antiguidade: o Port Wine Day, que celebra os 259 anos da primeira região demarcada do mundo, no próximo dia 10 de Setembro. Não há dúvida, que a complexidade dos aromas do vinho do Porto, antigamente chamado Vinho de cheiro, continuou a seduzir os sentidos ao longo dos séculos.

Entre as castas autorizadas na elaboração dos vinhos do Douro, as mais utilizadas são a Touriga Franca, a Touriga Nacional (o “Cabernet português”), a Tinta Barroca, a Tinto Cão e a Tinta Roriz. A maioria dos vinhos é elaborada com várias castas, apesar de também existirem alguns monovarietais, normalmente de touriga nacional, touriga franca e tinta roriz. A exploração da vinha estende-se pelas 3 sub-regiões: Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior, mas é nesta última, alongada até ao limite com as terras espanholas, que se encontram as maiores propriedades e os vinhos de toque levemente ácido elaborados com as castas Rabigato e Arinto.

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A utilização do lagar, com pisa manual ou mecânica, faz parte do método tradicional de vinificação do Douro, porém, alguns produtores, uniram a este um outro método mais recente - as cubas de inox com temperatura controlada durante os processos de fermentação. Se a vantagem do primeiro método reside na capacidade de extração dos taninos, o segundo permite produzir vinhos com aromas bem preservados. O aproveitamento simultâneo dos dois métodos traduz-se em vinhos mais complexos, muito estruturados e densos.

A prestigiada revista norte-americana Wine Spectator, que em 2014 provou 18.000 vinhos de todo o mundo para os classificar a nível de qualidade, preço e disponibilidade, escolheu três vinhos da Região do Douro para a sua seleção Top 10.

O vinho do Porto Vintage Dow´s 2011 do Grupo Symington, foi eleito o melhor vinho de 2014, com 99 pontos numa escala de 100. Em terceira e quarta posição, e ambos com 97 pontos, ficaram o Chryseia 2011 (também da família Symington) e o Quinta do Vale Meão, da Olazabal & Filhos, descendentes de Antónia Ferreira, a famosa “Ferreirinha”. Este último, aliado a uma nova geração de enólogos, provam que nem só de Porto vive o Douro, já que os vinhos de mesa desta região contam com novos métodos e especialistas em vinificação empenhados em continuar a desenvolver a qualidade dos vinhos da Região do Douro.

Com mais de 250 anos de existência, a Real Companhia Velha possui um arquivo de documentação histórica (na sua sede em Vila Nova de Gaia), que une os vinhos do Douro a personagens como Pombal, Napoleão e Catarina da Rússia. Esta empresa produz, comercializa vinho do Porto e é proprietária de 535 Hectares de vinha, distribuída por sete quintas também produtoras de vinhos de mesa, como a Quinta das Carvalhas, uma das maiores e mais antigas da região do Douro, ou a Quinta de Cidró, em S. João da Pesqueira. É desta última quinta que vem a nossa primeira sugestão de compra na Uvinum:

 TAGS:undefinedEvel reserva tinto 2008 da Real Companhia Velha. Um vinho elaborado com as duas tourigas bem portuguesas, provenientes de vinhas velhas, e fermentado em cubas de inox, com estágio de doze meses em barricas novas de carvalho francês. A sua cor é rubi intensa e aromas varietais com notas de madeira. No paladar é um vinho redondo, muito encorpado e com sabor de frutos pretos. Obteve a medalha de ouro no Concurso Internacional de Vinhos Mundus Vini, na Alemanha. 17.99€

 

A segunda sugestão pertence à referida nova geração de enólogos e é também um vinho de mesa e bem classificado pela Wine Advocate.

 TAGS:undefined95 pontos para este Conceito 2011. Um tinto de Foz Côa - Douro Superior, de vinhas velhas entre 80 e 90 anos e elaborado com mais de 15 castas tradicionais, entre elas; Rufete e Tinta Barca. Um vinho com aromas de fruta vermelha e notas de baunilha que estagiou 20 meses em barricas de carvalho francês. 31.30€

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