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Terras de vinho - Minho

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A Região Demarcada dos vinhos verdes, de vales orientados aos ventos marítimos do Atlântico e zonas interiores de influência climática mediterrânea, é limitada por dois grandes rios; o Douro e o Minho.

A Região Entre-Douro-e-Minho, encerra tantos e tão diferentes microclimas como castas e modos de condução da vinha, o que levou à necessidade de a dividir em 9 sub-regiões: Amarante, Ave, Baião, Basto,Cávado, Lima, Monção e Melgaço, Paiva e Sousa.

No Minho mantêm-se as formas de instalação de vinha tradicionais, como a vinha do enforcado (uveira) ou as ramadas. A vinha, é um elemento inseparável da paisagem humanizada desta zona, tão verde como o vinho (e há quem diga que daí lhe vem o nome), que ao contrário do que se possa pensar não significa que este tipo de vinho seja elaborado com uvas que não atingiram a maturação. Os vinhos brancos são habitualmente vinhos de moderado teor alcoólico, frutados e leves. O rosés oferecem grande frescura, estrutura média e ligeira agulha.

Nos solos, maioritariamente pouco profundos, desenvolvem-se sete castas brancas nas quais se incluem a Alvarinho, Trajadura, Loureiro e Arinto (também conhecida como Pedernã) e oito tintas, como a Alvarelhão e a Borraçal, que obedecem aos critérios da denominação de origem.

E quando falamos de Alvarinho é necessário referir a sua prima galega, Albariño. São primas, separadas por uma ténue fronteira geográfica e com duas línguas não tão diferentes uma da outra mas ambas as castas são brancas e da Península Ibérica.

Reza a lenda (ou não tão lenda...) que no século XII, monges franceses levaram esta uva até ao Mosteiro de Armenteira (Salnés-Pontevedra) e que daí se estendeu por toda a Galiza e Norte de Portugal.

Em Espanha, o Albariño tem denominação de origem nas Rias Baixas, apesar de também se encontrar no Ribeiro e na Ribeira Sacra. Em Portugal, as sub-regiões de produção correspondem a Melgaço e Monção e é uma das variedades mais importantes da região dos vinhos verdes; o Vale do Minho, onde a produção de vinho segue uma tradição que vem do século XIII.

O vinho Alvarinho é branco, amarelado e límpido, relativamente seco e de aroma suave. Os monovarietais apresentam um sabor complexo, macio, encorpado, de acidez equilibrada e elevado teor alcoólico. As notas de prova apontam para sabores frutados como o pêssego, banana, maracujá, limão, avelã e noz.

No Minho a Alvarinho forma uma poderosa aliança com a Trajadura e a Loureiro. Desta associação surge um vinho normalmente muito fresco e de ligeira acidez, perfeito para harmonizar com marisco.

Os Concelhos de Melgaço e Monção produzem também algumas das melhores aguardentes regionais. Aqui, os bagaços de Alvarinho destilam lentamente em alambiques de cobre tradicionais, envelhecem em barris de carvalho, por vezes alternando entre barris novos e usados. O resultado é uma aguardente, ou bagaceira velha, de sabor suave, extremamente aromática e de boa combinação com as tradicionais sobremesas portuguesas, à base de ovos e amêndoas.

A Quinta de Soalheiro, em Melgaço, ou o famoso Palácio da Brejoeira, em Monção, são bons exemplos de produtores deste digestivo.

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Sobre os melhores vinhos verdes de 2014, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) que distingue as melhores colheitas em prova cega, escolheu 28 vinhos, no “Top 5” ficaram: Casal de Ventozela – Loureiro, Dom Ponciano e Via Latina – ambos Alvarinho, - Quinta das Almas e Quinta de Linhares – ambos Avesso.

Em relação aos rosés minhotos, o concurso francês de vinhos rosé – Le Mondial du Rosé 2015 - concedeu a medalha de ouro ao Quinta de Gomariz Padeiro 2014.

A titulo de curiosidade, a marca mais vendida da região dos vinhos verdes -Casal Garcia- decidiu aumentar a sua gama de espumantes e lançou um Sparkling Bruto, uma bebida intensa e fresca, elaborada com as castas Arinto e Loureiro que a própria marca aconselha harmonizar com Sushi, gelado de framboesa e tarte de queijo com morangos.

Por outro lado, foi no Minho que nasceu o primeiro Gin tinto do mundo e já conquistou o mercado chinês. O gin vermelho tem 40º de teor alcoólico e é elaborado com bagas e frutos das margens do Rio Minho e dizem que o segredo é o escramoeiro, um fruto endémico de Valença que através de um enxerto deu origem a outro fruto, o perico. O seu produtor, João Guterres, criou ainda um novo gin, o Alma, feito com 43 ingredientes; entre eles, bagas goji de Macau, coentros, erva-cidreira, alfazema, carqueja, laranjas de Ermelo e maracujás da Madeira. 

Recomendações da Uvinum:

Arme-se de dois copos largos e baixos, absorva os aromas, prove e conte-nos que diferenças encontrou entre o alvarinho português e o alvarinho galego.

 

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Aveleda Alvarinho Colheita Seleccionada

 

 

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Martín Codax 2014

 

 

* Os alvarinhos servem-se preferencialmente a temperatura entre 10º e 12ºc, quando saídos do frigorífico, é aconselhável esperar uns minutos e deixar abrir o seu aroma.

Estes vinhos acompanham bem queijos, pratos de peixe, mariscos, arroz malandro de bacalhau ou de polvo polvilhado de coentros. Em relação às sobremesas, são especialmente aconselháveis com doces à base de ovos. Também pode, ou deve, ser tomado em solitário, a inaugurar um fim de tarde de Primavera ou de Verão e de preferência em boa companhia.

 

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