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Terras de Vinho - O Dão e as Beiras

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Terras do Dão é sinónimo de Terras de vinho e diz o povo que na Beira Alta até as rosas cheiram a vinho. 

A Região das Beiras atravessa Portugal de lado a lado, do Oceano Atlântico até à fronteira com Espanha. Toca o Minho e o Douro a Norte e o Alto Alentejo e o Ribatejo a Sul.
As três sub-regiões produtoras de vinhos que o compõem: Beira Alta, Beira Litoral e Terras de Sicó, albergam cinco denominações de origem, onde as castas tintas dominantes são a Tinta Roriz, Bastardo, Rufete e Touriga Nacional.
Nas castas brancas, a Fernão Pires (ou Maria Gomes) Síria, Malvasia Fina (ou Boal), Rabo-de-Ovelha, Bical (ou Borrado das Moscas) Encruzado e Arinto, entre outras.

Mais recentemente, em 2011, apareceu a designação de “Terras da Beira”, que abarca as três regiões demarcadas; Dão, Bairrada e Beira Interior.

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Os vinhedos encontram-se rodeados e abrigados dos ventos por grandes serras e os solos, de pouca profundidade, acolhem milhões de cepas plantadas, que originam os Vinhos do Dão: brancos frutados e tintos encorpados, redondos e de paladar aveludado.

Nas 3 grandes zonas que compõem a Rota do Dão, com Denominação de Origem Controlada (DOC), são muitas as quintas seculares, adegas cooperativas e sociedades agrícolas que se dedicam à produção vinícola e a provas de vinhos organizadas.
Entre eles destacam-se a Quinta do Cabriz no Carregal do Sal, um dos maiores produtores de vinho do país. Com vários anos de prémios às costas, os seus brancos, tintos e espumantes (rosé de Touriga nacional) oferecem uma boa relação qualidade-preço, excepção à regra é o seu vinho topo de gama, o Cabriz Four C – que, tal como o nome indica é elaborado com 4 castas portuguesas: Baga, Tinto-cão, Touriga nacional e Trincadeira e este não é um vinho de baixo preço, mas sim de enorme qualidade.
A Casa de Santar, um solar do séc. XVII situado nas encostas do Rio Dão, tem uma tradição de 300 anos a produzir vinhos de grande prestígio. Destacamos o seu Condessa de Santar Dão, um espumante extra bruto elaborado com as castas Encruzado e Bical.

Na lista de produtores vinícolas não faltam também os vinhos biológicos, como por exemplo a Casa Mouraz em Tondela,que se dedica aos tintos, brancos e rosés de produção biológica

O número de castas cultivadas na região é elevado. Além da Touriga nacional, a casta tinta portuguesa por excelência, as castas tintas recomendadas são: Tinta Roriz (conhecida no Alentejo como Aragonez), Jaen, Rufete, Alfrocheiro, Alvarelhão (rosé), Bastardo, Tinto-cão e Trincadeira.
Nas castas brancas encontram-se: Bical (Borrado das Moscas), Encruzado, Cerceal-branco, Malvasia-fina, Barcelo, Rabo-de-ovelha, Terrantez, Uva-cão e Verdelho. Sem contar com mais 15 castas tintas e 16 brancas autorizadas.

 TAGS:undefinedOs Vinhos brancos das Beiras são frescos e frutados e os vinhos tintos, encorpados, de cor intensa e com grande potencial de envelhecimento. Na sub-região de Távora-Varosa são produzidos alguns dos espumantes portugueses mais famosos.
Porém, desde 2003/2004 que se produz um outro tipo de vinho (ou outro conceito de vinho) nas Beiras: o vinho Kosher. O “Terras de Belmonte” é um vinho elaborado segundo as normas judaicas na Adega Cooperativa da Covilhã. A localização não é uma casualidade, já que Belmonte abrigou uma importante comunidade judaica no passado.
Para quem não saiba, a diferença deste vinho com os outros reside no processo de produção, que apenas pode ser realizado por indivíduos judeus e nas próprias leveduras e produtos adicionais, que não são de origem animal.
É ainda um vinho produzido com castas tradicionais portuguesas e de vinhas velhas. As castas mais utilizadas nesta produção são a Rufete, Tinta Roriz, Mourisco, Touriga Nacional e Jaen.

A nossa sugestão beiroa de compra online, vai para o Filipa Pato 3B. A casa não aceita a designação espumante, prefere chamar-lhe Método tradicional, enquanto não lhe é concedida uma designação própria como é o caso do Cava na Catalunha.
O nome é a soma das iniciais das castas com que é produzidoBical (30%) e Baga (70%)- associado à Bairrada de onde procede.
Trata-se de um rosé parcialmente envelhecido em barris de carvalho, muito aromático, com estrutura e acidez equilibrada. A enóloga Filipa Pato criou a sua própria marca ainda que o nome do seu pai, Luis Pato, seja praticamente uma denominação de origem por si só.

Dado que 2011 foi um grande ano para todas as castas no geral, queremos deixar-vos 3 sugestões de compra na Uvinum para além do 3B Filipa Pato (9,61€).

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