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Terras de Vinho – As ilhas dos Açores e da Madeira

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O Vinho da Madeira, também conhecido como generoso madeirense, ou Vinho de Torna-Viagem é produzido na Ilha da Madeira há mais de 500 anos.

Os barcos que saíam da ilha carregados de vinho, considerado de 3ª categoria, tornaram possível descobrir as poderosas consequências da fermentação. O vinho, guardado nos porões dos veleiros durante mais de um ano, transformava-se num magnífico néctar à chegada da viagem devido ao calor acumulado sobretudo nas travessias da Região Tropical.

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Porém, o renome dos vinhos insulares não se estendeu a todas as ilhas do mesmo modo. Os vinhos dos AçoresVinho Passado (com Malvasia) e Vinho Seco - produzidos na Ilha do Pico, sofriam um processo de vinificação semelhante ao Madeira; a fermentação interrompida pela adição da aguardente, tal como no Vinho do Porto. No entanto, os vinhos dos Açores eram considerados de menor qualidade que o Madeira.

Provavelmente devido à falta de registos, consta que a vitivinicultura açoriana se limitava às ilhas Pico e Graciosa, hoje sabemos que todas as ilhas, em maior ou menor escala, se dedicaram à plantação da vinha. O facto é que as ilhas eram pedregosas, devido às erupções vulcânicas e as condições climatéricas difíceis, o que significa que os Açores foram alvo de um intenso trabalho de implantação de vinhedo.

Em meados do século XXI as ilhas sofreram um feroz ataque de oídio que obrigou à substituição de castas. A casta Isabela e algumas castas americanas tomaram o lugar da Verdelho.

A recuperação do vinho branco foi conseguida pouco a pouco, um dos exemplos da história vinícola açoriana é a Adega Cooperativa da Graciosa.

Nos Açores multiplicou-se a produção de aguardente; desde a aguardente de melaço da Ilha de S. Jorge, à aguardente escura da Ilha Terceira e às aguardentes de figo vermelho, de nêspera, de pêssego e de funcho da Ilha do Pico.

Na Madeira, a aguardente de canao Rum da Madeirabranca e envelhecida ganhou lugar, o Engenho do Porto da Cruz é núcleo museológico, próximo à Casa do Rum, onde se podem provar alguns reservas excepcionais.

O Madeira, um vinho licoroso, fortificado e com um grau alcoólico entre os 17º e os 22º é envelhecido em barris de carvalho sob um processo lento, óxidativo e concentrado, a partir de cinco castas de uva tradicionalmente utilizadas:

Malvasia – Foi uma das primeiras castas a chegar à ilha da Madeira e dos Açores na primeira metade do séc XV. Produz um vinho doce, com aroma e paladar similares, a frutos secos e toques de mel, que harmoniza com queijos e chocolate.

  • Verdelho – Produz um vinho meio-seco, fresco, com sabores de ananás muito maduro e nariz tropical. Acompanha bem uma sopa leve ou queijos ligeiros. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Cercial – O produto é um vinho seco, com aromas cítricos e de caramelo. Apropriado como aperitivo e combinado com frutos secos e azeitonas. Casta utilizada tanto nos Açores como na Madeira.
  • Boal – Produz um vinho meio-doce, com aromas de mel e paladar a caramelo. Acompanha bem com fruta, queijos e sobremesas. Casta de grande qualidade nos Açores e também produzida na Madeira.
  • Tinta Negra – É o resultado do cruzamento das vinhas Pinot Noir e Grenache. Produz as 4 variedades anteriormente descritas.

Quando a fermentação passou a terra firme, desenvolveram-se 2 tipos de técnica: a do vinho canteiro, fermentado em pipas, nas partes mais altas e quentes dos armazéns nos primeiros anos, que vai descendo nos andares à medida que envelhece (pode ser bebido ao 4º ano); e a do vinho estufado, aquecido em tanques durante 3 meses a 55º e que pode ser bebido a partir de 3 anos. Nos Açores do século IXX, o vinho de estufa era uma bebida forte de sabor e cor semelhante ao Xerez.

Os grandes tipos de Madeira dividem-se em: Blend, vinhos com várias idades (idade média de 10 anos) e da mesma casta; os Colheitas- são vinhos associados com uma só safra e uma só casta, que podem ser bebidos a partir de 4 anos mínimo; Vintage (frasqueira) que envelhece no mínimo 20 anos e depois passa uma prova que o autoriza, ou não, a ser engarrafado. São vinhos longevos, de grande acidez e frescura (existem vintages de 1795 em perfeito estado).

A nossa sugestão de compra na Uvinum é um vinho generoso, de uma das empresas produtoras mais antigas da ilha e também das poucas que possui vinhedo próprio - Freguesia da Quinta Grande.

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