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Terras de Vinho – Setúbal, Alentejo e Algarve

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As terras de vinho no Sul do país são vastas e diferenciadas. Desde a Península de Setúbal, passando pelos cerca de vinte mil Hectares de vinha cultivada no Alentejo, até ao Algarve e as suas três mil horas anuais de sol, este território de vinho não é maioritariamente plano.

O Alentejo compreende uma grande variedade de solos, e portanto de castas, que alternam entre: as autóctones tintas, Trincadeira, Touriga Nacional, Afrocheiro e Castelão (Periquita); as autóctones brancas, Antão Vaz, Arinto e Fernão Pires e as importadas, com muito bons resultados, Cabernet Sauvignon e Syrah.
Dizem que o património alentejano assenta em duas castas, a Alicante Bouschet, que apesar de não ser uma casta formalmente portuguesa já faz parte da tradição e se conhece também como “tinta de escrever”, dada a cor intensa que oferecem os seus vinhos, muito apreciados pelos aromas de frutos silvestres, cacau e notas vegetais. Da casta Antão Vaz desconhece-se a origem mas já faz parte da alma dos grandes vinhos brancos do Alentejo, hoje em dia extensamente plantada, sobretudo nas regiões de Évora e Vidigueira. As suas uvas produzem vinhos firmes e estruturados, com aromas de frutas tropicais maduras, e ainda que por vezes revelem falta de acidez, resultam muito bem em alianças com a Arinto (de elevada acidez) e a Roupeiro, também chamada Síria.

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A rota dos vinhos da Península de Setúbal abarca duas Denominações de Origem: a de Setúbal e a de Palmela, esta última recentemente eleita (2012) Cidade Europeia do Vinho, pela RECEVIN- Rede Europeia de Cidades do Vinho. As vinhas das terras planas produzem maioritariamente a casta tinta Castelão (Periquita) e em menor quantidade, as brancas Fernão Pires e Arinto.
É ainda em Palmela que se encontra a Casa Mãe da Rota de Vinhos, uma antiga adega convertida em ponto de informação enoturística.
Ambos os Concelhos, juntamente com Montijo e Alcácer do Sal, são reconhecidos produtores de vinhos regionais da Costa Azul.

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As quatro Denominações de Origem Controlada do Algarve (Lagoa, Lagos, Portimão e Tavira) possuem solos secos e um clima que permite o excelente desenvolvimento de castas tradicionais como a Castelão, Negra Mole, Arinto e Síria, outras castas nacionais, de novos projectos, como a Touriga Nacional e a Verdelho e ainda castas internacionais: Chardonnay e Syrah.

Em relação aos vinhos alentejanos; tinto, branco e rosé, são encorpados, redondos, suaves e muito aromáticos.
São muitas as possíveis sugestões de compra na Uvinum, no que a estes se refere, por isso a sugestão de hoje, é que naveguem por Adegas, Cooperativas e Quintas. Por entre brancos, tintos e rosés, do Redondo, Vidigueira, Arraiolos, Borba e outras terras. Arrisquem na vossa intuição e contem-nos os resultados.
Há poucas coisas tão boas como encontrar um tesouro sem mapa à disposição : )


O maior tesouro de Setúbal, talvez seja o Moscatel. A casta branca – Moscatel de Setúbal - também utilizada na produção de vinhos de mesa, cultivada sobretudo nas encostas da Serra da Arrábida e a casta tinta Moscatel Roxo (ou Galego roxo), são as responsáveis pelo famoso vinho generoso da região, envelhecido em barris de carvalho no mínimo durante 1 ano e meio.
O Moscatel roxo, menos conhecido e com uma produção muito limitada, é um vinho doce e extremamente aromático, de sabores mais complexos que o moscatel de Setúbal, dizem os peritos.

Nos anos 70 alguns produtores introduziram também castas como Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Chardonnay, Cabernet Blanc, Pinot Noir e Pinot Blanc entre outras.
Entre estes produtores, a Casa Ermelinda Freitas, uma empresa criada nos anos 20, dedicada à elaboração de vinhos e até hoje gerida por mulheres, onde, dos 240 Ha de vinha, 160 são ocupados pelo cultivo de Periquita.

Outra das referências na produção de vinhos da Península de Setúbal é a Venâncio Costa Lima. Uma adega localizada na Quinta do Anjo, na região de Palmela que já vai na 4ª geração de produtores de vinhos de mesa brancos e tintos, vinhos certificados (com Denominação de Origem) e Moscatel de Setúbal. Ganhou o prémio da Muscats du Monde 2011 que a reconhece como produtora do melhor moscatel do mundo, o que não diz pouco…
De Setúbal, a nossa sugestão de compra de hoje:

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Ermelinda Freitas Alicante Bouschet 2010

 

 

Mais a Sul e de vinhas protegidas pela Serra de Monchique, os vinhos tintos elaborados no Algarve são, no geral, pouco encorpados e aveludados, com aromas de fruta e cor rubi quando jovens. Os brancos são suaves e de cor citrina e palha e as aguardentes de medronho e de ervas (erva-doce estrelada e funcho entre outras) e os licores de fruta e mel harmonizam claramente com a gastronomia do Algarve, desde a Sopa de lebre ao Queijo de figo.

A nossa sugestão algarvia é elaborada com a casta Arinto:

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João Clara Branco 2014: um vinhos branco com D.O. Algarve está elaborado com uvas de 2014 e 13º de álcool. 

 

 

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